O problema de eu beber uns copos é que sou invadida por uma sinceridade extrema. A ligação entre o cérebro e boca é quebrada e pimba digo tudo o que me apetece.
Rapaz, um bom rapaz, que por sinal sempre achei que era um chato de primeiro. É namorado de uma amiga e por consequência ouço, ou finjo ouvir, as história compridas e chatas que o pequeno tem para contar.
Certa vez, a horas já avançadas, está ele a contar uma história muito entusiasmado quando eu o interrompo:
- Ohh R, por favor cala-te!
- Oh então?
- Desculpa lá, mas eu já não tenho mais paciência para falar contigo.
- Não tens mais paciência?
- Na realidade nunca tenho, és chato para caraças!
Dia seguinte, telefonema da amiga: "Porque é que nunca me disseste que achas o R. chato?", "Ele já te fez algum mal?", "Não gostas dele?"
Cala a boca Gasper, cala a boca!
