Se há coisa que acho cá uma graça é a Brojeços, mas aqueles brojeços com a mania que são finos. Aquelas gentes que usa o cabelinho 'à Foda-se', parecem todas iguais à Cinha Jardim, e depois tiram macacos do nariz, como as outras pessoas todas, com o agravante de ser em público. Eu, ao menos, tiro os meus macacos na privacidade do meu lar, mas isso sou eu que sou labrega.
Gosto especialmente quando tratam as criancinhas por você. É tão fofinho ouvir "Guilherme, você não faça isso, venha cá à mãe", "Ai Bernardo você está a provocar uma enxaqueca à mãe". Começo logo a imaginar o futuro da conta poupança, que espero que ele tenha em seu nome: pagar as sessões de acompanhamento psicológico. (Guilherme eu estou contigo!)
Gosto de as ver nos altos dos sapatos enormes, com os quais não sabem andar. Eu até compreendo, a adrenalina do "Será que é agora que vou cair?", deve ser deveras aliciante.
Mas a minha parte preferida (fora quando elas caem, gosto sempre quando pessoas caem), o que me faz saltitar que nem gafanhoto maluco é quando estala o verniz. Quando as Cinhas se esquecem que estão em público, quando tropeçam e largam um: 'Foda-se!' bruto como as portas. Quando se sentam a uma mesa dum bom restaurante e não sabem que talher usar, quando bebem água nos copos de vinhos. E depois se alguém as corrige ou critica, lá leva o Guilherme com a porra: "Guilherme, menino, já lhe disse para não distrair a mãe, que maçada!"
Ah, adoro quando o verniz estala.
Confesso que também aprecio o facto de estarem sempre cansadas.