Acho graça aos conselhos amorosos encontrados em cada canto, o que tens de mudar para encontrar o homem da vida, como te deves vestir, como te deves comportar e por aí fora.
Minha gente, esta merda não tem nada a ver com o que vestes, se tens ramelas ou se dizes palavrões. A culpa de grande parte de "relações" doentias reside nos conselhos gratuitos e desculpas criadas com a facilidade de quem quer acreditar (e claramente falta de amor próprio).
"Ele não veio ter contigo? Oh, não deve ter conseguido, se calhar está com muito trabalho ou foi alguma coisa de família"
"Ah, ele deve estar muito cansado"
"Não atendeu o telefone toda a noite nem ligou de volta? Deve ter adormecido do cansaço"
e o meu preferido: "Ele deve gostar demais de ti e isso deve assusta-lo e por isso é que ele foge"
Para mim, o alarme dispara quando tenho de pensar em possíveis desculpas para ele. Porque quando se gosta, mas quando se gosta mesmo:
- Arranja-se maneira de ir;
- O telemóvel não fica esquecido no carro;
- O cansaço não ganha;
- O esquecimento não prevalece;
- A ausência não é explicada por uma série de contratempos;
- Não se adormece.
É assim que tenho a certeza do que sinto. É pela minha vontade de ir, pelo facto de olhar para o telemóvel e querer que tenha lá alguma coisa. É por estar de pijama, cheia de sono, mas voltar a vestir-me porque recebi O convite. É pelo facto de fazer tudo com vontade, mesmo quando não a tenho.