Levei alguns anos até perceber a razão pela qual chocava tanto com o senhor meu pai. Hoje parece-me simples: ele é estupidamente teimoso, orgulhoso e não suporta quando não tem razão. Resumindo, somos extremamente parecidos.
Segunda-Feira, o meu pai levou o meu carro ao senhor doutor. Quando me entregou o carro disse-me, todo contente, que o mesmo estava impecável. Peguei no carro e comecei a treinar para motorista e fui buscar uns amigos.
Com 5 pessoas no carro e uma bagageira a abarrotar iniciamos viagem. Mal entrei na via rápida, senti o carro todo a dançar. Saí rapidamente da mesma, explicando aos meus queridos companheiros de viagem que qualquer coisa se passava com o carro porque não estava a conseguir controla-lo.
Chego a casa:
- Pai, não posso ir no meu carro. Acho que tenho um pneu furado ou qualquer coisa no género.
- Não estás boa da cabeça, o carro está óptimo. Está impecável.
- Pai, o carro não está impecável. O carro está a fugir, eu não consigo conduzi-lo assim.
- Não está nada a fugir, está óptimo!
Gasper começa a ferver
- Não está óptimo! Como é que tu em casa, sentado no sofá, sabes que o meu carro está óptimo? Eu é que o estava a conduzir!!
Pai da Gasper começa a ferver
- Eu sei que ele está bom, tu é que és uma tonta. Estás com o carro cheio e como não estás habituada, meteste na cabeça que o carro não está bom.
10 minutos completamente ridículos de discussão depois, meti-me a caminho no carro de uma amiga.
Ontem chego ao carro e deparo-me com o pneu completamente em baixo. Primeira reacção?
- Paiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! O meu carro, sabes o que estava tão bom, impecável e óptimo? Tem um pneu furado.
Resposta: Não tenho a culpa de não saberes conduzir!

